EU NÃO GOSTO DE CEBOLA

“Dois iguais não fazem filho […] Isso reduzirá a população pela metade […] Precisamos defender a família […] Somos a maioria, não podemos nos curvar a essa ditadura da minoria […]”.
Para os bem informados que costumam assistir aos debates, vocês já sabem de quem eu estou falando… Para os que não sabem, sugiro que assistam algum vídeo no youtube com o título “Levy Fidelix e Luciana Genro”.
Quando se tem uma opinião adversa a maioria ou ao bom senso, como no caso, o melhor mesmo é ficar calado, mas parece que algumas pessoas não só desconhecem essa primorosa dica como também se dispõe a defendê-la em rede nacional. Uma das maiores burrices já proferidas na TV nos últimos meses provavelmente zerou a vida de Levy Fidelix, conhecido como o presidenciável que prometeu um aerotrem, Levy afogou sua campanha em menos de dois minutos no último debate aberto (dia 28/09), na rede Record. Após discursar seu pensamento homofóbico, o PSOL ingressou uma representação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por crime de incitação de ódio e homofobia.
Então vem a pergunta: Incito ao ódio?
Infelizmente, li nesses últimos dois dias, nas redes sociais, uma considerável massa de pessoas que tinham como pauta defender a posição de Levy, dizendo que o que ele falou não foi nada além de opinião e que deve-se respeitar a opinião alheia. Isso é uma verdadeira pedra no sapato para alguns eleitores indecisos – ou mesmo para a sociedade que não tem uma opinião formada sobre o assunto – que vão achar que realmente Levy tinha o direito de falar o que falou.
Pois bem, primeiramente existe uma grande vale entre opinião e incitação. Caso eu diga “Não gosto de Cebola”, isso é minha opinião, você pode concordar ou não e ela não tem nenhum peso na sociedade, tipo” EXTRA! EXTRA! FLÁVIO MENEZES NÃO GOSTA DE CEBOLA!” ou algo do gênero. Agora caso eu diga “Temos que parar de comer cebolas, pois eu não gosto de cebolas” o discurso para de ser minha opinião e passa a ser uma incitação a galera parar de comer cebola… Eu não dei uma explicação, eu apenas quero que todos parem de comer cebola porque eu não gosto e ponto!
A incitação ocorre quando a oratória (ou escrita) sai do caminho de opinião e passa ao caminho de imposição. E é por isso que Levy sim, incitou ao ódio.
Respondida essa questão, penso que o melhor a se fazer agora é refletir, será que apenas Fidelix pensa assim? Digamos que os presidenciáveis tivessem que confessar algum segredo sobre suas ideologias pessoais, o que eles iriam dizer? As eleições vem aí, não se paute apenas nas propostas dos partidos, pesquise também as ideologias pessoais de cada candidato. Vote consciente.

th

E a propósito, “eu não gosto do Levy”.

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