COMENTÁRIOS SOBRE A REVOLTA DOS GUARDA CHUVAS

Sufrágio universal sem condições e o fim do controle de Pequim sobre os candidatos para comandar o governo local. Isso é o que desejam milhões de chineses que há algum tempo vem se manifestando pró-democracia num dos maiores países do mundo.
A China hoje vive uma semi ditadura socialista, no qual o chefe de Estado, Leung Chun-ying se colocou contra o processo de democratização. Conhecida como a Revolução dos Guarda Chuvas, as revoltas chinesas vem ganhando espaço na mídia internacional, houve até um fato interessante nesse 1º de Outubro, com a celebração do aniversário da revolução socialista chinesa, milhares de pombos que seriam soltos foram revistados pela polícia com intuito de procurar algum explosivo inserido no animal por manifestantes extremistas. Até o momento as manifestações não geraram grandes revoltas e vêm sendo pacíficas, mas com muito apoio popular.
Em alguns dos protestos, a polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo. Isso fez com que os manifestantes se protegessem com máscaras e com guardas-chuvas – que viraram um símbolo da resistência. Na última semana, dezenas de milhares de pessoas se concentraram em frente à sede do governo de Hong Kong para protestar contra o Partido Comunista (PC) da China, defender a democracia e o direito de escolher livremente seu governante em 2017, como estava acertado. O estopim foi a declaração de Pequim de que o cargo de governança da ilha seria disputado apenas por candidatos aprovados antecipadamente por um comitê representativo do PC, decisão que causou revolta aos moradores. Apesar da pressão popular, o governo chinês reiterou hoje (sexta-feira 3) que não fará concessões aos militantes, acrescentando que a causa está “condenada ao fracasso”.

chinaumbrella

[…]Em Londres, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou estar profundamente preocupado com os protestos em Hong Kong e recordou que a China se comprometeu a preservar a democracia na ex-colônia britânica.
O Reino Unido devolveu Hong Kong em 1997, sob um acordo [que criou o princípio ‘um país, dois sistemas’] de que o regime comunista da China preservasse o sistema capitalista e o modo de vida da ex-colônia até, pelo menos, 2047.
“Quando alcançamos um acordo com a China, existiam detalhes no acordo sobre a importância de dar à população de Hong Kong um futuro democrático sob o amparo dos dois sistemas. Assim, efetivamente, estou profundamente preocupado com o que está acontecendo e espero que seja resolvido”, disse Cameron […]Portal G1

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