TERRORISMO?

As questões da Palestina e do estado islâmico e muitos conflitos estão pipocando na mídia a todo momento, um assunto como esse requer uma pesquisa muito mais extensa do que eu estou com condições de fazer, por isso, passei esses dias tratando de me informar mais sobre o título do meu texto e apenas isso. Afinal, onde surgiu o terrorismo?

Terrorismo: sm. Modo de coagir, combater ou ameaçar pelo uso sistemático do terror (dicionário Aurélio)

Desde o ano 63 a.C, quando Israel se tornou um reino taxado pelo império romano, os israelenses começaram a se irritar cada vez mais com os romanos e desejavam logo a vinda do Messias. Aproximadamente no ano 70 d.C, os judeus começaram a ficar P da vida com os romanos e armaram uma revolta, porém perderam de lavada para os romanos e foram expulsos (principalmente da região da Palestina), vinte anos depois, os judeus tentaram retomar a região dos romanos, novamente sem sucesso. Um dos indícios da mudança de relação entre judeus e cristãos pode ser o Evangelho de João, o mais novo dos evangelhos, que foi provavelmente escrito entre 70 e 100 d.C, nele é que estão as afirmações mais claras que culpam os judeus pela morte de Jesus Cristo. Na Idade Média foi quando as coisas começaram a piorar, além de claro, os judeus serem perseguidos, eles também não se encaixavam no sistema feudal, que era praticamente de produção e consumo (não havia venda) além de que para você ser uma pessoa influente e poderosa, você teria que ser dono de terras. Mais tarde, com a queda do império Turco otomano e a divisão entre os países europeus, a região ficou sob domínio Inglês e na mesma época, muitos judeus que eram expulsos dos países voltavam para a palestina, mas mesmo assim eles ainda eram uma minoria, pois o território era muito mais dos muçulmanos e dos cristãos, mesmo assim não foi uma invasão judaica, eles chegaram comprando e construindo normalmente, passados vinte anos o quadro populacional mudou para 1/3 da população só de judeus… Esse sonho de voltar para a Terra Santa/prometida dos judeus sempre os rondou e podemos categorizá-lo como um forma de Sionismo.
Sionismo é uma espécie de movimento político, criado pelo Húngaro Theodor Herzl que era basicamente uma proposta de retorno aos judeus para a Terra Prometida – uma solução estadista para os problemas da região – feita entre 1896 e 1904. Os depoimentos de Herzl começaram a convencer muitos judeus que o Sionismo era realmente a melhor solução. Porém, até o final do século XIX e início do XX a Europa sofreu com Muitos Pogrons, principalmente contra os judeus. Graças a todos esses Pogrons e pelo Sionismo de Herzl, os judeus começaram a se mudar em massa para a região da Palestina (de domínio inglês, bom lembrar), pressionados também pela Declaração de Balfour e por um grupo de judeus aliados à Coroa britânica (o 38º batalhão de fuzileiros reais)… Todos esses rumores de que a Inglaterra pensava em criar um Estado judeu na região da Palestina fez com que os muçulmanos ficassem meio assustados, isso fez com que a Inglaterra usasse a base da Declaração de Balfour e criasse a Declaração Anglo-Francesa, que consistia praticamente em assumir uma criação de um Estado judeus, porém apenas com a aprovação dos muçulmanos. O problema é que foi vazado na Inglaterra um memorando escrito pelo próprio Balfour dizendo que o mesmo não estaria muito afim de aceitar essa nova declaração, com isso, em 1920 houveram uma série de movimentos muçulmanos contra os judeus que estavam vindo e já estavam lá e da parte judia, houve uma pressão imensa nos ingleses por uma decisão rápida sobre o Estado judeu, feita por um grupo paramilitar judeu em defesa do Sionismo, que tinha como ação uma série de ataques a alvos civis muçulmanos para chamar a atenção dos ingleses, hoje (séc. XXI) essa prática é chamada carinhosamente de atentado terrorista.
Pois bem, após essa pequena passagem histórica, chegamos ao ponto que eu queria lhes mostrar, terrorismo hodiernamente é uma visão muito deturpada do que era quando foi “criado”, ou seja, hoje nós automaticamente, por puro preconceito, chamamos o povo muçlumano de terrorista, sem saber que foram os judeus que começaram com essa ideia. Os árabes apenas inseriram o suicídio terrorista ao atentado (tipo, o homem bomba). O primeiro grupo terrorista era conhecido como Haganah, que depois passou a ter outras duas vertentes, o Irgun e o Lehi.
Na Alemanha nazista, conhecida por exterminar mais de 6 milhões de judeus, o medo pelo antissemitismo e pelo holocausto fez os judeus mais uma vez fugir em massa para a palestina, nessa época, houveram algumas manifestações dos árabes contra essa fuga judaica e fazendo pressão principalmente nos judeus que lá estavam.
– obs: naquela época o árabe muçulmano não era esse esteriótipo de fanático religioso que vemos hoje, a maior parte dos Salahfitas eram adeptos a mentalidade ocidental, porém um movimento reacionário fez com que a Irmandade Mulçumana tivesse mais voz e começasse a controlar as manifestações (irmandade essa muito conservadora e autoritária, a mesma que deu muitos problemas no Egito, anos atrás), principalmente com o poeta egípcio Sayyid Qutb, que pregava abertamente que o islã tinha que voltar às origens e que estava tudo errado, etc – qualquer semelhança com a bancada evangélica da câmara dos deputados não é mera coincidência, pode crer – além de defender que deveria haver uma Jihad (Guerra armada) contra os valores ocidentais, mas naquela época o pessoal não deu muito valor. Porém, quando as guerras começaram, os ultraconservadores tornaram-se mentores dos grupos extremistas árabes, um exemplo é o próprio Osama Bin Laden, que foi aluno do irmão de Sayyid Qutb.
A questão começa a pegar para o lado dos árabes quando em 1948 a Inglaterra não suporta a pressão de chefiar a região e entrega na mão da ONU, porém meses depois esse grupo paramilitar judeu ascende ao poder e cria um Estado judeu e começam a expulsar os muçulmanos de lá, a ONU em vez de fazer algo, ficou olhando o circo pegar fogo e quando foi ver, eram os muçulmanos (movidos pelos ideais de Sayyid Qutb) que tinham criado grupos paramilitares para combater os judeus.
Para se ter uma ideia, o Hamas, quando criado, era um grupo paramilitar com ênfase em apenas defender os territórios israelenses, mas com o crescimento do Fatah, liderado por Yasser Arafat, o Hamas teve que sair da defensiva e começou uma disputa cabeça a cabeça por regiões da Palestina, resultado? Os muçulmanos se voltaram contra os Estado Unidos (que financiavam e davam treinamento e armas aos israelitas) e arquitetaram o atentado terrorista mais conhecido do mundo, o 11 de Setembro, ou seja, se os Norte americanos tivessem ficado na deles, não teriam perdido as Torres Gêmeas, ou melhor, se o Estado de Israel não tivesse sido criado do jeito que foi, não teríamos hoje em dia, Yasser Arafat comandando um dos maiores grupos terroristas do mundo.
Para mim, que sou pessimista nesse ponto, esses atentados só vão cessar quando uma das partes ceder, mas isso nunca vai acontecer. E temos também agora o problema do Estado Islâmico que vem matando gente a balde e decapitando cabeça de reporter e de civil, esses Jihadistas sírios já ocupam três cidades do país e, acreditem se quiser, não tem medo de matar ou morrer – isso que aumenta meu pessimismo, já que de um lado você tem Israel com um maquinário de guerra poderosíssimo e do outro você tem os grupos islâmicos com uma fortíssima lavagem cerebral -. Ao contrário de uma parcela da população, eu não acho que a melhor maneira de combater seja forçar na guerra, até porque temos muitos casos de muçulmanos mortos de monte que não afetaram nem um pouco a organização como um todo (você pode aniquilar os muçulmanos da palestina, mas nunca vai conseguir acabar com todos os muçulmanos do mundo), criticaram a presidenta por defender o diálogo e acordo de paz, mas é o máximo que podemos fazer no momento, senão isso, iremos (os países engajados) medir força contra uma das facções mais extremistas do mundo.
Portanto, não podemos ser sínicos e achar que existe um lado certo e outro errado (pelo menos na questão da palestina), limpeza étnica e ódio xenofóbico sempre existiram e não será de uma hora para outra, ou com mais guerras, que isso vai mudar, mas não podemos negar que hipócrita é aquele que sentou o ódio na pele e agora está fazendo o mesmo com os outros. Visto que essa guerra ao terror está longe de acabar, nos resta sentar e assistir por nossas Tv’s esses malucos se matarem.

israel_palestina

Edit:

Fonte principal:  https://youtu.be/cemR4YEHtIY

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