UM PAÍS PARTIDO – CRÍTICA LITERÁRIA

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Disponível nas lojas. R$ 32 a 32,90

EU VOLTEI! E voltei pra falar mal do livro dos outros! Quero dizer, fazer uma crítica sobre um dos últimos livros que andei lendo – sim, depois dessa vem mais uma outra crítica -. Uma das melhores coisas de trabalhar numa livraria é que você fica sabendo sobre os livros novos que chegam e pode lê-los em primeira mão, foi o que eu fiz com o último lançamento de Marco Antonio Villa, o livro “UM PAÍS PARTIDO – A eleição mais suja da história” que chegou essa segunda nas livrarias de Campinas e pelo movimento do caixa, vendeu vários exemplares. Não sei se os leitores vão concordar comigo, mas aqui vai:

De leitura fácil e rápida o livro tenta mostrar como a polarização foi prejudicial para o país e como as artimanhas dos candidatos causaram essa estranheza do eleitor. Realmente, foi uma eleição diferente de qualquer outra, visto a porcentagem de votos no final. Ele aponta fatos importantes como a influência da morte de Eduardo Campos na campanha de Marina Silva (sua sucessora) e ao mesmo tempo a má influência dos pessebistas pedindo a “nova velha política”, apoiados por Malafaia e outros companheiros que ajudaram no naufrágio da campanha do PSB.

O livro consegue se manter apartidário até começar a associar a suposta campanha ultra agressiva de Dilma a uma última tentativa de se manter no poder, tática básica da oposição. Um ponto positivo é que o autor demonstra como a batalha nos bastidores resultou num inesperado segundo turno, onde para muitos Aécio era carta fora do baralho.

Ao explicar sobre o segundo turno, o autor volta a mostrar o tucano como coitadinho e a petista como incentivadora da luta de classes, relativamente previsível, visto que ele (autor) pesquisou em fontes tendenciosas, como o blog do Reinaldo Azevedo. Citando a reta final do segundo turno, o autor ressalta a importância do – para mim – golpe baixo da revista Veja, em adiantar a publicação da edição semanal para fins de atingir diretamente as eleições, afirmando que em uma conversa com os presos e delatores da CPMI do Lava Jato, popular Petrolão, Dilma e Lula “sabiam de tudo”. O feito gerou uma onda reacionária no país, especialmente na capital do Tucanistão, São Paulo, onde inúmeros opositores ao governo pediam fervorosamente que o povo “abrisse os olhos e votasse em Aécio”, pois ele era a “mudança” – agora, mudança pra melhor ou pra pior são outros quinhentos -.

Ao final, ele se indaga o porque depois de tanta luta da oposição contra a ditadura petista a presidenta foi reeleita, porém ao contrário dos coxinhas clássicos ele não culpa os beneficiários do Bolsa Família ou os nordestinos e sim a própria oposição que não soube se fazer oposição durante três anos e não batalhou para conter o “avanço das idéias marxistas do governo”.

+DICA: Se você é leigo em política, sugiro não começar por esse livro, por ser tendencioso, mas caso tenha certo conhecimento, boa leitura!

NOTA (0 a 10): 5,5

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