PARTIU GRÉCIA?

AINDA NÃO, mas me parece que a Grécia está lutando para ser uma democracia diferente na Europa. A extrema esquerda e seu partido, o Syriza foi eleita numa das mais escandalosas eleições do país. Passados anos trágicos quando o país se afundou numa crise econômica galopante. O próximo candidato a “salvador da pátria”? Alexis Tsipras.

Alexis se elegeu com uma campanha muito forte pautada no populismo e na promessa de que com ideais marxistas levantaria novamente o país. Foi uma “vitória histórica” segundo muitos que presenciaram a apuração das eleições. O que nos resta saber agora é: será que há espaço para socialismo na Grécia? Afundada como está…?

Adentra mês e sai mês e minhas ideias de escrever um texto com o título “o novo socialismo” não saem da cabeça, enquanto isso dou minhas pinceladas de ideia sobre o tema dentro de outros temas… Principalmente em notícias como essa, pois uma vitória da extrema esquerda normalmente altera os ânimos da direita, razão? E se, por algum acaso, as ideias marxistas vingarem perfeitamente na Grécia?

O que gostaria de tratar nesse curto texto é mais a questão de como a Grécia irá gerir um governo esquerdista num país quebrado que, naturalmente precisaria do liberalismo econômico para subir de novo. Mas Alexis não deseja isso, pois ao mesmo tempo que a economia do país sobe, a desigualdade vai também aumentando.

A Grécia hoje possui pouco mais de 10 milhões de habitantes divididos em suas principais ilhas, desse montante, estima-se que 70% deles estejam endividados até o pescoço e 3% falido, o resto se divide nos muito ricos e naquela classe média que se sustenta a balanço zero.

Qual seria a primeira iniciativa do governo para isso? Arrecadar impostos, claro, porém o país está quebrado a ponto de seus cidadãos não terem como gastar um euro a mais do que o planejado… A saída que o governo de Alexis achou? Os bancos alemães, fortes e ricos. Ele colocará sua fé nos bancos alemães logo no início do mandato, uma iniciativa arriscada, porém inteligente, o que Alexis deve ter em mente é que nenhum eleitor seu deve aprovar a ideia da Grécia ser uma serviçal de bancos estrangeiros, mas se como está sendo afirmado “for por hora”, talvez o buraco não seja muito embaixo. É um risco que vale a pena correr.

Com menos de uma semana de mandato, Alexis já avisou que fará algumas mudanças radicais, como por exemplo a suspensão até avaliação final de todos os setores que seriam privatizados, para que com o dinheiro eles consigam reerguer o Estado e, caso for necessária a privatização, que não seja uma privataria, como ocorreu no Brasil. Luz para mais de 300mil cidadãos de baixa renda que sofrem com a alta nas contas até a estabilização e aumento lento e gradativo nas contas de maneira que não pese no bolso dos gregos. Propostas de reformas tributárias e taxação das grandes fortunas como indício de igualdade econômica. Aumento do salário mínimo e melhores condições para pagamento de dívidas e a recuperação dos canais de TV públicos, que estavam sucateados.

É claro que isso não agradou de forma alguma os neoliberais e em resposta disso, os bancos e as bolsas propuseram uma baixa nas atividades e com isso o euro caiu bastante… Mas de certa forma isso é uma boa notícia para o turismo, que reascenderá mais uma vez. Comparando 2013 e 2014, em muitos países da Europa o turismo caiu – principalmente na Grécia – e poderemos ver a ressurreição do turismo por toda Europa.

A chegada da notícia no Brasil gerou proporções pequenas, talvez porque estamos em plena investigação da CPI da Petrobrás e o povo não consegue olhar para duas coisas ao mesmo tempo – visto o jornal (pífio) da minha cidade, “Correio Popular” que não sabe fazer outra coisa além de transmitir pessimismo econômico para a população – e prefere prestar atenção na situação brasileira que está crítica. Alguns partidos políticos, principalmente os sociais democratas e os de esquerda deram suas opiniões: O PCB, por exemplo, aprovou por ser uma vitória da esquerda, porém disse que não apoia algumas atitudes como a do partido ser aliado da OTAN. O governo federal também comemora a vitória da esquerda e diz ser uma chance para o recomeço. Já os partidos mais de centro e de direita condenam que a Grécia perderá muito de sua liberdade econômica e poderá se endividar mais com políticas públicas, mas apoiaram a união com a Alemanha na reerguida do país.

Alexis e seu partido me parecem dispostos a reerguer a Grécia de uma maneira arriscada que terá de ter apoio quase total dos cidadãos e da comunidade europeia, caso consiga isso, ele vai saborear uma coisa que no Brasil é impossível: a fé de que é possível se manter com um governo esquerdista. Num país sem pessimismo onde o povo se apega num ideal mais marxista pode iniciar uma nova era, diferente do socialismo utópico, uma junção dos ideias humanitários que podem melhorar a vida dos cidadãos.

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