E SE NÃO EXISTIR CÉU?

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Muitas vezes me deparo com textos recentes ou antigos de blogueiros e jornalistas que parecem ter perdido o senso e a razão quando afirmam que as maiores atitudes da sociedade contemporânea vêm de uma grande vontade de aparecer e garantir seu lugar no céu… Atividades que vão desde construir um lar para idosos ou carentes a adotar uma criança de algum país africano. Dividirei meus argumentos em três partes:

1 – A BELEZA SACANA

Se dá por aquelas pessoas que realmente “fazem o bem” porque querem algo em troca, dessas pessoas o mundo precisa, mas não sentirá falta, ou seja, para quê conteúdo se a casca é bacana? No agito da sociedade capitalista travestida de globalizada que vivemos hoje esse tipo de gente aparece todo tempo e nem percebemos, populares abutres úteis para a manutenção do status quo de alguns indivíduos (físicos e jurídicos). Um exemplo – e talvez o mais claro – é a MacDonald’s, uma empresa que todos sabemos que produz produtos viciantes e de qualidade duvidosa que matam milhares e milhares de pessoas e deixam tantas outras obesas e doentes no mundo apenas vendendo a imagem de ser um “lanche divertido” e ainda criam o “Mac Dia Feliz”: onde você se entope de sanduíche para salvar as pessoas do câncer e morre de ataque cardíaco.

Os integrantes desse grupo são responsáveis por acabar com a imagem das boas ações – não que eles não as façam de vez em quando, mas… – transformando tudo num jogo de mercado muitas vezes com cartas marcadas e de uma compaixão baixíssima. Cinismo estampado na testa dessas pessoas é pouco!

2 – O VERDADEIRO BOM SAMARITANO

Podemos colocar assim a pessoa que segue a risca o ditado “fazer o bem sem olhar a quem”. Esses procuram meios de utilizar seu conhecimento/fama/dinheiro como um objeto de construção de vidas melhores, o resultado disso é a verdadeira felicidade e auto-satisfação do indivíduo, pois ele sabe que suas ações e escolhas vão impulsionar e melhorar a vida de outrem.

3 – E SE NÃO EXISTIR CÉU?

É o que eu pergunto para todos os envolvidos das mais simples ações as mais caridosas e grandes ações. Não procure fazer o bem apenas para satisfazer um sentimento de medo dentro de você. Pense sempre “e se não tiver céu? inferno ou paraíso?”. Faça o que bem entender, sempre esperando uma satisfação mútua e colocando a necessidade a sua frente.

O mundo precisa de mais Brads e Angelinas, de mais Bolsas Famílias, de mais pais adotivos, de mais programas de inclusão… Para o bem do próprio mundo.

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