MELHORES FILMES (OSCAR 2015) – CRÍTICAS – PARTE 1

O OSCAR é esse domingo (22) e como prometido, o 50SON fará um breve resumo e crítica sobre os concorrentes.

Tema: A disputa esse ano tomou o universo das biografias, sejam elas reais ou não, o ator principal é um homem e o filme gira a sua história, perceberam?

O Grande Hotel Budapeste; Birdman; Whiplash; O Jogo da Imitação; Selma; BoyHood; A Teoria de Tudo e Sniper Americano são os indicados.

O Grande Hotel Budapeste; Birdman; Whiplash; O Jogo da Imitação; Selma; BoyHood; A Teoria de Tudo e Sniper Americano são os indicados.

A INESPERADA VIRTUDE DAS CÂMERAS – Birdman

FANTÁSTICO como pouco menos de duas horas de filme podem confundir seu cérebro se você não prestar 100% de atenção na mensagem a ser transmitida. É isso que ocorre em Birdman. Um misto de roteiro, direção e atuações quase impecáveis que vão criando uma insana trama minuto após minuto e prendem o espectador num paralelo entre o real e o imaginário da mente sinistra de Riggan Thompson que consegue dificultar a vida de todos que o cercam. Não é um filme belo nos padrões comuns da sociedade, a maioria dos que foram no cinema não o entenderam como “o melhor (ou um dos melhores) filme do ano”, Birdman não é um blockbuster, sua sinopse é enganatória assim como seu pôster. Mergulhe no universo teatral e em sua quintessência no backstage de uma produção promissora de um ex-astro de hollywood que pretende se reerguer com uma peça icônica na Broadway e para isso precisa lutar com seu Eu interior que não permite tamanho “rebaixamento” além de um ator prepotente e sua mania de se achar o salvador da pátria teatral. Não se assuste se ao final do filme ainda estiver procurando os trilhos das câmeras, Birdman é mágico!

O MELHOR TRABALHO DE WES ANDERSON – O Grande Hotel Budapeste

ROSA foi o a primeira palavra que veio a minha mente quando terminei de assistir O Grande Hotel Budapeste. Rosa é uma cor única que em seu tom exato passa a leveza necessária para se contar uma história e é nisso que se baseia todo o filme. Wes produz desde sempre seus figurinos expressando a suavidade (ou não) dos personagens e as emoções sentidas pelo espectador são fruto das montagens de cena, Mr. Gustave é a prova disso – e claro, o sotaque de Ralph Fieness ajuda bastante – e a atuação de todo elenco dos anos 30 demonstra o sarcasmo e a comédia em suas ações. Podemos colocar O Grande Hotel Budapeste naqueles filmes que são “para a família”, mas ao mesmo tempo temos o dever de explicar que nem toda família pode sentir o que Wes nos incita a sentir. Nunca antes uma comédia mereceu ser premiada como melhor filme do ano pelos Oscars, leveza e simplicidade fazem desse filme um dos ícones do que significa paixão para um cinéfilo.

A CONFUSA CABEÇA DE TURING – O Jogo da Imitação

TENSO do início ao fim, O Jogo da Imitação é um enigma que vai sendo desvendado a medida que vamos ligando os pontos da vida conturbada de Alan Turing, uma pessoa reclusa e brilhante que mesmo sendo essencial, foi vítima de uma ignorância política que a levou a loucura. A todo momento a pesada trilha sonora (também concorrendo ao Oscar) é quem dita a dose de emoção dentro da situação vivida no difícil trabalho de decodificar códigos alemães e vencer a 2ª Guerra Mundial. pode-se sentir a apreensão no rosto de cada um a cada falha e como a demora no processo vai enraivecendo o parlamento britânico que naquela época estava perdendo a batalha para os nazistas. Uma biografia que engloba fatores exatos e humanos de um modo que sem um o outro não poderia ter funcionado e nos mostra que em tempos de guerra o fim justifica os meios.

A VIDA TOMA SEU RUMO – BoyHood

“DA INFÂNCIA A JUVENTUDE” foi uma frase que realmente não precisava dentro do título de Boyhood, a obra de Linklater vai nos mostrando por si só que não se trata de um filme difícil ou inesperado, porém tão apaixonante que merece seu lugar no Oscar. 12 anos para gravar um filme mostra a persistência em atingir quase a perfeição em ser um exímio contador de histórias e trabalhar com o mesmo elenco por todo esse tempo mostra que há outras maneiras de se fazer cinema e quebra mais uma vez o paradigma imediatista da sociedade… Algumas vezes a maturidade só dá as cartas se dermos tempo ao tempo.

UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO… DA LUTA – Foxcatcher

CULPEMOS os estúpidos tradutores brasileiros por darem um subtítulo a Foxcatcher, vocês são os responsáveis pelas críticas negativas ao filme! Podemos também chamá-lo de frio e tenso do início ao fim, não necessariamente uma tensão com incógnitas, mas uma tensão em adivinhar que horas o já esperado vai acontecer. Fiquem tranquilos que com 40 min de filme já nos acostumamos a ver Steve Carell em seu papel mais diferente da carreira – não sei porque, mas me lembrou muito o Sr. Montgomery Burns – com seu ar de superioridade e ingenuidade. A dica é que se você já assistiu Foxcatcher pense que para uma determinada classe foi uma tragédia e para você que não assistiu, sempre leia: “Foxcatcher: Um Crime que chocou o mundo”.

FIQUEM LIGADOS, pois a parte 2 sai daqui a pouco!

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