PARA QUEBRAR A OLIGARQUIA É PRECISO MAIS DO QUE ÓDIO

Muitos se perguntam qual o verdadeiro sentido das manifestações contra a presidenta Dilma Rousseff, eu lhes respondo – claro, partindo de uma visão de esquerda -: é o ímpeto e a vontade de quebrar uma famigerada, porém falsa oligarquia que é o planalto, quando na realidade a verdadeira oligarquia que afunda o país camufla-se por debaixo de panos quentes, esses postos por nós a cada vez que saímos em nossas varandas gourmet para bater panelas.

Esse desejo desvairado de derrubar o governo Dilma não passa de um alívio instantâneo, porém momentâneo para a situação. Como confiar num partido que se perpetua no poder às custas da popularidade dos outros? O PMDB é esse parasita governamental que alicia pactos com deus e o diabo visando não fugir do cenário político, mas quando chegar a hora eles vão colocar as asas para fora. Não necessariamente a saída de Dilma é prejudicial para a política (de uma visão esquerdista), mas o que a ala progressista do Brasil teme, que nunca pelo jeito foi transmitido pelos neurônios da direita reacionária é o “depois de amanhã”. Quando perguntado a muitos que votaram em Dilma em 2014 o porque de votarem nela, simplesmente a resposta foi “entre Dilma e Aécio a menos pior é Dilma”.

Torço para que a presidenta não tenha sido hipócrita de quando se deitar para dormir no dia de sua reeleição não tenha se perguntado o porquê de ser reeleita. Será mesmo Dilma que a maioria dos seus votos fora uma confiança ou foram votos de responsabilidade pelo Brasil? Votos de quem conhece ou entende o quão ruim é um estado sendo governado pelo PSDB, quiçá um país (de novo).

As reações explícitas dos manifestantes anti-Dilma mostram o porque de muitos votos contra Aécio. Os porta vozes do tucano, além de serem uma escancarada campanha contra o próprio Aécio Neves (figuras como Lobão, Malafaia e Revoltados Online), ainda não possuem o que grande parte, pelo menos dos intelectuais de esquerda têm, que é a destreza da ironia… Não se derruba um partido com ódio e sangue nos olhos, enquanto a direita não entender isso, podem fazer quantas manifestações quiserem. O máximo que vai acontecer será a presidenta sentir a pressão do movimento, mas dificilmente renunciará. Dilma só sai do planalto com o impeachment aceito e em andamento (sendo capaz dela voltar caso seja inocentada).

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Enquanto isso, a grande e verdadeira oligarquia desse país usufrui do seu poder de manipular boa parte da massa com seus discursos hora conservadores, hora liberais que visam apenas a perpetuação de um neoliberalismo e de uma cartilha que agrade o consumo do “bom”, “bonito” e “barato”. O maior inimigo da democracia é o próprio ódio dos antipetistas, mas eles insistem em dizer, sem saber como provar, que são os que hoje estão no poder.

É por isso que vemos hoje coisas como “apesar da crise”, “não existe racismo no Brasil”, “o PT criou a luta de classes”… Enquanto derem trela para esse discurso totalmente infundado dos reaças, o Brasil vai viver um longo estado de choque, ode vai estremecer, porém não vai mudar.

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