“NÃO ESCOLHI, MAS ESTOU ESPERANDO” E O AMOR NOS TEMPOS ONLINE

Certamente a minha segunda feira (19) mudou a minha vida de uma maneira que nem eu, alguém que passa 1/3 do dia conectado, poderia prever. Das tantas que já vi na internet, principalmente no Facebook, essa nova onda foi algo que me pegou de surpresa. Do dia para a noite, um “evento fake” denominado Não escolhi, mas estou esperando tornou-se viral na rede social mais famosa do país (ou será que foi porque meus amigos da web começaram a postar na timeline do evento sem parar?).

Zoeira ou não, esse evento despertou para quem ainda não se rendeu a postar alguma coisa lá, uma reflexão sobre o amor nos tempos da web. Isto é, primeiro vamos colocarmo-nos a par dessa nova febre:

O evento Não escolhi, mas estou esperando (link aqui) foi criado por Igor Moreto e tem a finalidade, como a própria descrição diz, de ajudar quem possui “uma vida sexual não tão ativa”. E o que ocorre na timeline desse evento que gerou tanto rebuliço? Milhares de pessoas começaram a se autopromover ou promover seus amigos a fim de lhes arranjarem parceiros ou parceiras para situações desde dar boas risadas e bons drinks até um bacanal bem gostosinho.

Toda essa repercussão fez com que a página do evento explodisse e torna-se viral em pouco tempo. São centenas de postagens a todo momento, uma foto da pessoa acompanhada de um texto mostrando suas qualidades e desejos, um Tinder mais aberto, aliás, Tinder pra quê?

O jovem de hoje em dia não está mais ou menos “safado”, apenas encontrou maneiras mais originais de procurar um(a) parceiro(a), seja você hétero, gay, lésbica, bi, trans, pan, você tem um espacinho e encontrará seu parceiro ideal se a internet permitir – e, cá entre nós, ela não possui muitos limites não.

O interessante a ser analisado é a facilidade de como a informação viaja na rede e atinge um número imenso de pessoas que podem enfim ser aquele seu tão desejado par amoroso ou um fast-foda pra acalmar o tédio do século XXI. A maioria quase absoluta que posta no evento está aberta à brincadeira, dificilmente você lê posts ofensivos ou de baixo calão. Se divertir e quem sabe dar uns beijos é a intenção da turma.

Toda essa brincadeira não é nociva e ainda estimula nós a amarmos nós mesmos mais, carregados de incertezas, quando postamos ou postam nossas fotos nessa página e vemos o número de curtidas, elevamos nossa autoestima de maneira a nos deixar melhores por dentro e por fora, até por que, como dizia o personagem Nigel, de O Diabo Veste Prada “Só beleza interior não basta”.

Creio ser inteiramente saudável e fascinante a maneira como esse tipo de reação ocorre quando na internet – ainda mais numa rede social como o Facebook. A proposta, que surgiu pelo que me parece, singela, ganhou tamanho de coisa séria. E o melhor, pode ou não ser.

 

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