MICHEL TREME

Passadas algumas horas do escândalo do mês – aquilo que nós da esquerda vinhamos avisando desde 2014 -, uma certeza incontestável ficou: Temer é fraco e foi traído pelos verdadeiros donos do Brasil. Ele cairá em questão de pouco tempo.

O que se tem contra Michel Temer não é o que se apresenta contra Lula ou o que se apresentou contra Dilma. Contra Temer há provas factuais de seu envolvimento na compra do silêncio do ex deputado (hoje preso) Eduardo Cunha. Apresentadas na tarde de ontem (17) para Fachin na PF pelo dono da JBS, Joesley Batista, as gravações que apresentam a negociata de Temer com a compra do silêncio de Cunha serão usadas como chave para o impeachment do presidente, isso se Temer não renunciar (o que enxergo mais provável). Temer se mostrou fraco e aliado com políticos medrosos, que pularam do barco na primeira acentuada de queda do presidente. Com ele e Aécio Neves agora no centro da roda de fogo, o Brasil enfim vai abrindo os olhos para a corrupção que até então parecia ter sido inventada pelo PT e disseminada pelo PMDB. 

Temer, junto a Aécio agora são alvos daquela que sempre pareceu os proteger, pré, durante e pós o golpe em Dilma… mas por que a Glovo pulou fora? 

Observando a conjuntura política atual, é de interesse da emissora da família Marinho abandonar o barco e se passar por isenta quanto a articulação do golpe à democracia, consolidado ano passado. O mais bizarro é que estamos presenciando um golpe dentro do golpe. Toda a cúpula tucana quer a cabeça de Aécio e membros aliados de Temer ameaçam votar na Câmara a favor do impeachment. O quarto poder me parece ter sido o único com cérebro nessa maracutaia toda, nesse “acordão”, é o único que sai ileso.

Temer treme e vai cair, junto com Aécio, ambos possuem uma gritante chance de serem presos – com provas E convicção. 

O populismo de Temer não convence ninguém, não tem carisma e não tem o povo ao seu lado. Isolado no frio Palácio dos Jaburus, o atual presidente da República Federativa do Brasil aguarda inquieto sua acessoria resolver de que maneira cair. O importante é que caia.

Com a queda de Temer, outro capítulo se inicia na capenga política brasileira: a derrocada de Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos deputados e sucessor da posição. Estaria nas mãos da terceira na linha sucessória, a presidenta do STF, ministra Carmen Lúcia, as chaves para esta se tornar presidenta do país? Poder de prender todos na linha de sucessão  (Temer, Maia e Renan) ela tem… 

O jogo de cadeiras em Brasília está cada vez mais ríspido, as regras são ditadas pelos inatingivinatingíveis da mídia e ao sabor dos interesses do Capital. Aguardemos enquanto dizemos a célebre frase: eu avisei!

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