AH, O DIREITO BURGUÊS

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O direito burguês, aquele oriundo das regras desenvolvidas pela sociedade, a mesma sociedade que assinou lá atrás aquele pacto para conviver em harmonia, sabe?
O direito burguês que rege nossa sociedade ocidental e, mais especificamente – para não ofender os países ocidentais onde o direito também é justo -, nosso Brasil em eras de pós-verdade. Que por muitos anos se revestiu com o mantra de ser aquilo que separaria os meninos dos homens e garantiria nosso convívio “saudável”.
O direito burguês que, ao menos em uma grande maioria de países do ocidente moderno, está baseado no princípio da presunção de inocência. E o que nós, povo metido a besta, fizemos, há muito tempo – alguns dirão que nunca tivemos – …? Jogamos este na lata do lixo, decidimos agir, num intervalo de três anos, politicamente quando escancaradamente – e nos laudos -, réus participavam de um processo jurídico.
A queda dos dois símbolos do maior partido de esquerda (de “esquerda”) do país. Os fogos de uma elite movidos pelo astuto pensamento de uma Classe Média Branca. “Já estamos cansados de ouvir isso!” “Golpe? Perseguição política?! balela! A-c-e-i-t-e-m, petistas, que dói menos! Seus íderes corruptos julgados! Ela impichada e ele vai pra cadeia (?)!”

Ah, o direito burguês que nos fez acreditar que poderia ser diferente, que poderiam seguir a lei. Já não a seguem com indivíduos de menor expressão todos os dias nas periferias desse brasilzão, poxa! Por que seria diferente com aqueles que, a bem da verdade, para o pensamento da Classe Média, são a periferia, são os pobres que chegaram lá e deram algum sustento para outros pobres, no popular: “para que o filho da empregada esteja na mesma universidade da filha da patroa”.
Ora, esse direito burguês sabe enganar direitinho, ein?! Me fez de bobo, nos fez de bobo (?)

É nessa situação cabulosa que nos encontramos que lembramos que o direito burguês por muitas vezes serve à classe burguesa e não a nós, e não aos burgueses que ousam trair seu pensamento de classe, esse direito não nos pertence.
Sem provas, com convicção; isso basta dentro do nosso brasilzão.

Não, a sapiência não vence a malícia.

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