REVOLUÇÃO E REACIONARISMO – O CAPITAL CONTRA A VENEZUELA

“Um dia histórico esse da Constituinte” – Nicolás Maduro, presidente da Venezuela (30 de julho de 2017)

Postei esses dias na minha página pessoal do facebook a seguinte, rápida e singela frase:

“A burguesia que está aí hoje é a que invadiu palácios, queimou, explodiu, cortou cabeças de homens mulheres e crianças para aniquilar o sistema monárquico… Essa mesma burguesia hoje, diz que as revoltas e tentativas de derrubá-la são atos ‘terroristas’.
Ninguém cede o poder de graça, para haver revolução tem que haver luta”.

Essa frase, para um/a bom observador/a, logicamente resume em poucas palavras minha posição a respeito do que vem ocorrendo com o governo de Maduro – que, salvo proporções, não é um Chávez (assim como Stalin não era um Lênin) – na Venezuela, o país do momento dos ataques midiáticos que vêm, com sucesso, transformando a opinião pública aos moldes imperialistas e acusando o governo de ser uma ditadura sanguinária e antidemocrática.

O que vem acontecendo com as mudanças do governo venezuelano que, após a votação do último dia 30, decidiu por convocar uma assembleia constituinte¹ é uma jogada política, ao meu ver, de afronta ao sistema entreguista latino-americano, uma jogada que mantém a soberania do país nos trilhos e que impõe a oposição um contragolpe constitucional, isto é, a convocação de uma Constituinte pelo presidente da república está resguardada na CF da Venezuela²(art. 348), o que dá legitimidade à Maduro de fazer o que fez. Quem discorda, é politicamente, mas do ponto de vista legal, Maduro poderia ter convocado a Assembleia. Essa é uma decisão que se toma de acordo com o momento político do país.

De acordo com Igor Fuser, professor do curso de Relações Internacionais da UFABC, em entrevista ao Jornal da Record no dia 31 de julho, “Essa assembleia foi convocada diante de uma situação de crise econômica e política do país, de maneira que os poderes do Estado não se entendem. O legislativo declarou ‘guerra’ ao executivo e foi colocado fora da lei pelo judiciário, que não cumpriu algumas normas que deveria cumprir. Isso gera uma  situação de ‘paralisia do Estado’, as leis vigentes na Venezuela  não dão conta de um impasse dessa magnitude”.

O que o governo de Maduro fez simplesmente foi chamar o povo para eleger seus representantes que irão decidir o futuro do país, o que é a própria essência da democracia. bem diferente do que houve em 2016 no Brasil, o governo venezuelano chamou o povo para decidir sobre como tocar o país e é o povo que dá legitimidade ao governo.

Por mais que eu não seja um exímio fã do aparato Estatal, o julgo útil quando se trata de proteger a população do Capital e, por mais que o Estado e o Capital muitas vezes andem de mãos dadas, sem o Estado, o Capital tomaria mais conta do mundo do que já toma. Um Estado que seja gerenciado pelo  povo e contra a ordem do Capital, por mais que seja odiado, é mais digno e democrático do que um Estado que adota uma economia de livre mercado – mas deixemos esse diálogo para outro texto.

Por hora vale ressaltar a posição segundo o bombardeio reacionário vindo do Brasil a respeito do contragolpe venezuelano…. Voltemos a 2016 quando o congresso aplicou, sem provas, o golpe de Estado de destituiu do cargo a presidenta Dilma Rousseff. De lá pra cá, pudemos observar os setores que antes eram oposição trabalhando juntamente à mídia para minar toda a esquerda brasileira, primeiro, nos colocando no mesmo “balaio”, por assim dizer… Petistas, Psolistas, Pecebistas, Comunistas e Anarquistas sendo tratados como um só e demonizados mais uma vez na história brasileira como “terroristas” e antidemocráticos. Enfim, esse discurso, que não é novo, agora se volta para nossos vizinhos venezuelanos, uma vez que nosso país emitiu uma nota de repúdio à convocação dessa Constituinte, não respeitando a CF da Venezuela, muito menos sua soberania nacional. À gosto dos EUA, o governo Temer se diz contra o que vem ocorrendo e a mídia nativa o apoia quando escreve e reescreve nos jornais diários que o que os venezuelanos vivem é uma ditadura sanguinária.

Talvez agora possamos voltar um pouco ao meu post no facebook, pois para alguém que perceba a lógica, entende-se que apoiar a Venezuela é apoiar a revolução e, não sei quem disse a alguns lideres de partidos brasileiros que essa revolução seria “pacífica” ou algo parecido. Apoiar a Venezuela não é necessariamente apoiar uma matança, mas entender que haverá resistência da burguesia, que não vai entregar o poder de graça, assim como esta não arrancou a monarquia do poder no “por favor, obrigado”. Apoiar revoluções é apoiar revoluções e não criticar só por que “a revolução não foi do jeito que eu quis” e além disso, é cobrar do povo venezuelano que participe das ações do Estado para que este não se transforme, aí sim, numa ditadura sanguinária e que este se volte a reerguer o país com soberania e aos moldes do que povo mais deseja.

Iremos ler e ouvir ainda muitos discursos reacionários vindo da esquerda e da direita ainda a respeito da democracia venezuelana, mas creio que quem deseja a revolução pelo poder popular deve compreender que o que vem acontecendo nesse país é um forte indicio de que um futuro pode ser possível sem uma manutenção exaustiva do grande Capital.

venezuela

 

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A DEMOCRACIA NÃO É TUDO O QUE DIZEM

Quarta feira amanheceu chuvosa, já em luto, após uma madrugada turbulenta no Senado Federal e discursos inflamados dos senadores, juízes desse processo de impeachment, que resultou no afastamento definitivo da, agora ex, presidenta Dilma Rousseff por 61 votos a 20. Os lúcidos previam, os tolos também, mas no coração de cada democrático de direito dessa e de outras nações ainda existia a vela da esperança que não estava apagada, porém esse governo estava com os dias contados… Está na hora das considerações finais sobre o golpe.

Em junho de 2013 fui às ruas pela melhoria do sistema público de transportes da minha cidade, mais que isso, contemplei outras pautas do MPL e do Vem Pra Rua como maior transparência nas secretarias dos governos municipais e estaduais. Não era um anarquista, nunca fui, apenas não compactuava com nenhum partido (muito menos do espectro da direita), eu era uma criança. Porém aquelas manifestações me puseram em contato com um mundo novo de militância e de grupos sociais. No inicio de 2014, tirei meu título de eleitor, visando as eleições presidenciais do mesmo ano, felicidade, eu iria decidir pelo meu país.

Desde então, emplaquei na minha cabeça que deveria ter um partido. Bom, não necessariamente filiar-me a um, como meus pais são, mas tomar partido mesmo, escolher um lado, sair de cima do muro. Tive o respaldo enorme de muitos colegas e professores que foram me trazendo informações e eu, as absorvendo, pude começar a construir meus ideais políticos, ainda muito frágil. Mais perto das eleições, empenhei-me numa onda colossal de estudos a respeito de política (não podia fazer feio nas eleições), literalmente entrei de cabeça nesse mundo e até agora encontro informações e novidades em meio a esse mar vasto de conhecimento, daquele tempo em diante eu passei a não só gostar, mas também a entender política. Quando escrevo isso, me refiro àquela política fora das Academias, me refiro à política de praça, de busão, de escola, aquela em que precisamos saber o básico e dele partir para uma estrutura mais elaborada, acrescentando conhecimentos da ciência política, do direito e da sociologia.

Nas vésperas da eleição presidencial, lembro-me buscando a todo instante mais informações sobre políticos, assistindo aos debates e debatendo política nas redes sociais, foi a época que esse blog nasceu. De lá pra cá posso admitir que aprendi muito, principalmente com meus erros e hoje sou alguém que sabe ponderar a política e respeitar a democracia… Porém até eu entender o que realmente é democracia, tive que burlá-la várias vezes, tenho vergonha de ter feito isso.

Quando as eleições foram para o segundo turno e eu precisava reafirmar minha posição como um jovem de esquerda, utilizei-me de argumentos deveras ruins, mas que me trouxeram muitos aprendizados. Fiz e desfiz amigos, não me arrependo de nenhum deles, conheci novos termos, desenvolvi uma capacidade argumentativa que muitos elogiam até hoje, fui me separando daquela política de praça e entrando no mundo de uma disputa mais acirrada, mais inteligente, uma disputa de valores e de palavras. Como membro da esquerda, precisava que, com meus argumentos, as palavras pudessem tomar o sentido que eu desejava que elas tomassem, precisava que os termos fossem utilizados a meu favor e precisava destruir ponto por ponto de meus adversários com classe e clareza (algo que se eu olho de hoje, iria com certeza rir do que escrevia). Precisava – feliz ou infelizmente – que meus colegas e seguidores entendessem que dos males o menor, que entre Dilma e Aécio era Dilma presidenta, que mesmo o PT não sendo um partido de esquerda, ainda era um símbolo da luta dos trabalhadores. Foi duro, Dilma venceu e o caos se instaurou…

… Quem era contra Dilma, tornou-se patriota, quem era a favor de seu governo, tornou-se “petista”. A disputa do léxico das palavras foi vencida pela outra esfera política, apoiados pela mídia, o convencimento de que vivíamos num Brasil pior alavancou mais ainda uma crise financeira que se destrinchou por aquilo que eu chamo de “crescimento do espetáculo”, isto é, os conchavos do governo petista com o que havia de mais ruim no PMDB desembocaram numa crise. A bomba caiu no colo de Dilma, reeleita, a presidenta não conseguiria governar, foram muitos ministérios, muita gente acobertando as falcatruas que a tola, porém inocente, Dilma Rousseff se rendeu à Casa Grande, se rendeu à Elite Branca Brasileira. Dilma vendeu sua alma para tentar salvar a governabilidade, o resto é a história.

Como uma esquerda desarticulada lutaria contra uma direita que levou doze anos para se unir e se preparar para esse golpe? Aliás, golpe esse que não é visto como tal, pois para a população, a palavra “golpe” não corresponde ao que nós pensamos de golpe. A direita tomou para si a palavra “golpe” e dela fez gato e sapato, com manipulações e falácias vindas de todos os meios de comunicação, eles destruíram o significado do golpe para que não restasse dúvida ao povão que “golpe” era uma armação da esquerda, que o pedido de impeachment era democrático.

Foi a partir daí que comecei a destrinchar essa palavra, também com seu significado aprisionado pelo outro espectro político. “Democracia” é nada menos que o acordo entre as regras do jogo, não entre os conteúdos, isto é, dentro de uma democracia há brigas de poder, pelo poder, porém apenas dentro de uma democracia essas disputas possuem regras claras, um exemplo? Seguir a Constituição Federal.

Ao momento que essas regras foram quebradas, não existiu mais democracia, existiu sim um grande teatro cujo diretor recusa-se a mostrar seu rosto e cria inúmeros espantalhos para o povo aplaudir: Eduardo Cunha, Michel Temer, Dilma Rousseff, Janaína Paschoal, Hélio Bicudo, Aécio Neves, Ricardo Lewandowiski… Figuras da política nacional que só viemos a conhecer em 2014 precisamente, figuras antigas que andam pelos corredores da casa do povo.

Desestruturada, a esquerda cedeu espaço para que a direita reinasse no país, absoluta novamente e com o controle social, foi impossível barrar as manifestações que viriam a surgir. Arquitetadas sim, por inúmeros desses políticos e empresários, pipocaram movimentos em todo o Brasil que do dia para a noite começaram a se indignar por conta da corrupção, assim surgem figuras como o Movimento Brasil Livre e seus integrantes mirins Kim Kataguiri e Fernando Holiday, figuras escolhidas a dedo e com um forte investimento por trás que iriam guiar os brasileiros às ruas e pedir o impeachment de Dilma.

Então finalmente foi protocolado o pedido de impeachment, após a corda chegar ao pescoço do presidente da Câmara, Eduardo Cunha e Dilma não ceder às suas chantagens, o pedido de Miguel Reale Jr, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo entrou na casa do povo, dali em diante, a direita tomou para si outra palavra importante: impeachment.

Foi um bombardeio midiático do primeiro ao último dia do segundo mandato de Dilma, os jornalões promoveram um terrorismo midiático nunca antes visto, nem nos tempos pré ditadura militar. Liderados pela Globo, todos os membros do quarto poder destruíram a imagem da esquerda brasileira, por mais que renomados artistas tentassem, foi uma luta perdida.

Não adiantava mais escrever sobre os golpistas, falar sobre os golpistas, filmar os golpistas, o mar de lama invadiu a cidade e soterrou todas as autoridades que a esquerda possuía no espectro político nacional. Nos restou, na realidade, convencer nossos companheiros e companheiras de centro esquerda e de esquerda, para nos unirmos e reiniciarmos, agora como oposição, uma alavancada da esquerda de novo. “Foi se o tempo em que ser de esquerda era sinônimo de ser chique, de ser cool, de ser inteligente”, me disse uma grande professora um dia. Concordo plenamente, e mais, vão demorar alguns anos para que essa batalha pelo sentido das palavras. Infelizmente apagar o sentido original das palavras é um excelente meio de dominar as massas e isso a direita fez muito bem.

Nos restava então lavarmos nossas almas e ficarmos de consciência limpa em relação ao que estava por vir. A melhor maneira disso foi, mesmo que soubéssemos que o golpe era político-jurídico-midiático, não conseguiríamos convencer os juízes senadores de que o impeachment não poderia ser aprovado, logo, direcionamos os argumentos para uma outra classe. Havia escrito isso em meu perfil pessoal do facebook:

“São EXCLUSIVAMENTE as “Operações de crédito” (“pedaladas fiscais”) praticadas em 2015 o foco do processo. Todo o foco da denúncia diz respeito à situação de relação jurídica decorrente do plano SAFRA. O plano SAFRA é um plano que está previsto em lei e é regulado por portarias do Min. da Fazenda (não é Dilma que o disciplina). O plano SAFRA não envolve operações de crédito, através dele, o governo dá supervisões econômicas para as operações. Com base nisso – e afirmando que existe um passivo crescente -, mesmo antes do ano terminar, os denunciantes dizem que há “pedaladas”, que há fraudes, que há ofensa de responsabilidade fiscal (p VI art 85) neste episódio.

Porém não há tal fraude….

Ao contrário do crescimento da dívida que se aponta, de 01/01 a 30/06 a dívida caiu e ao final do ano, tudo foi pago.

Que ilegalidade houve?

O que afirmam os denunciantes é que na verdade houve uma situação que seria de empréstimos simulados. Como a lei de responsabilidade fiscal proíbe que as gestões financeiras públicas empreste dinheiro ao executivo, então o que se constrói? Resposta: que na verdade, o executivo, ao não fazer os repasses ao Banco do Brasil, teria feito um “empréstimo”, ou seja, ao não pagar, tomou emprestado (a confusão jurídica é absurda)… empréstimo é empréstimo, prestação de serviços é prestação de serviços, contrato é contrato, etc… Quando eu contrato alguém para prestar um serviço ou subvencioná-lo, se eu n faço o pagamento, eu não estou tomando dinheiro emprestado, pois mutuo empréstimo exige o repasse do dinheiro para alguém, não o “não pagamento”. É por isso que “pedalada fiscal” não é operação e crédito e, portanto, não são operações vedadas pela lei de responsabilidade fiscal”.

(Publicado em 17 de Abril de 2016)

Dito isso à esquerda e centro-esquerda – pois sim, foram meus alvos nessa ocasião -, comecei a tratar o processo de impeachment como algo que visa, obviamente, destruir a democracia, isto é, não a democracia deles, a democracia em seu sentido oficial. Foi por isso que muitos dos meus posts tanto no blog quanto na pagina do facebook estavam repletos de termos que, se mostrássemos para qualquer um do outro espectro, seríamos taxados de “malucos”.

O golpe já estava arquitetado há muito tempo, não é teoria da conspiração crer nesse fato, desde meados de 2006 até quando tomou rosto em 2013. A Fundação Pe. Anchieta é vendida, a contratação de certos colunistas é exaltada nos jornalões, o MPL mostra-se a alavanca do senso comum do brasileiro… A preparação da campanha de 2014 traz à tona discursos proféticos e/ou de futilidade (como expressados por Albert Hirschman em A Retórica da Intransigência), há todo um trabalho de homogeneização da esquerda, apoiado por falácias e convencimento da politização da sociedade, que afirmava, quando ia às ruas, que estava mudando o Brasil.

Por fim, nesses últimos dias o Senado concretizou o afastamento de Dilma Rousseff, concluindo o golpe. Tudo o que podemos fazer agora é nos unirmos e liderarmos manifestações populares em prol da assassinada democracia. Tanto no campo do embate político, como no campo das ideias, retirando essas “etiquetas” que foram postas na sociedade e devolvendo a democracia a seu real significado.

E Quanto a Dilma?

Dilma agora, destituída do poder, retorna para sua casa em Porto Alegre para curtir seus netos, sua imagem hoje está manchada, mas será lembrada como aquela que enfrentou os golpistas de cara limpa e discutiu com eles por mais de 13 horas seguidas. Será lembrada como a primeira presidenta da nação, como aquela que cometeu erros, mas nunca cometeu crimes. Será lembrada como a mulher que enfrentou a Ditadura Militar e que foi apedrejada pelo colarinho branco duas vezes. Será lembrada como a Dilma que merece. Dilma dorme de cabeça tranquila, ao contrário de seus adversários. A história fará de Dilma o que ela merece, lembraremos de Dilma como ela merece ser lembrada, com seus erros e acertos, mas nunca denegrindo sua imagem, daqui a alguns anos, nos cursos de história contemporânea e do EM, os professores e professoras contarão a seus alunos como Dilma enfrentou duas vezes os golpistas e saiu de cabeça erguida em ambas as vezes.

Me espanta o povo brasileiro do séc XXI, além de tudo isso, claro… O brasileiro parece que acabou de conhecer Montesquieu: “É importante haver a separação dos três poderes”

E detalhe, Montesquieu é do séc XVIII.

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Capture de Jeanne d’Arc. Adolphe-Alexandre Dillens, 1850

 

NOTAS SOBRE A OBRA:

“Joana D’arc teve de enfrentar Borgonha, naquela época um feudo ou um conjunto de posses de franceses que se aliaram com os ingleses contra a França. A história fez justiça tardiamente e, 400 anos depois, Joana transformou-se em orgulho nacional. Borgonha pode ser considerada a Atlântida dos golpistas.” – Bruno Henrique de Souza, Agosto de 2016.

CORRUPÇÃO

cor.rup.ção
sf (lat corruptione) 1 Ação ou efeito de corromper; decomposição, putrefação.2 Depravação, desmoralização, devassidão. 3 Sedução. 4 Suborno. Var: corrução.

2014 foi um ano atípico em relação à corrupção, principalmente no Brasil, um ano onde o desejo de vingança e justiça se misturaram num emaranhado de outros sentimentos e despertaram o povo brasileiro para lutar por seu país. Seria tudo isso uma completa maravilha se não tivéssemos um agravante silencioso: a mídia.

Eu, atrás de uma tela, sentado numa cadeira confortável usando de um veículo de mídia para falar mal da mesma parece um absurdo, mas é realidade. Um velho ditado diz “quem não ajude, que não atrapalhe” e parece que alguns veículos midiáticos esqueceram um pouquinho de moral em casa quando foram se referir à corrupção brasileira e são responsáveis sim pelo ódio generalizado entre políticos e povo – digo “generalizado”, pois no senso comum é muito fácil se ouvir que “todo político é corrupto” -, o que seria facilmente extirpável se o povo parasse e percebesse que não é o fato de se envolver com política que faz alguém corrupto e sim a própria moral do ser humano o corrompe caso ele não seja capaz de lidar com o trabalho. Simplificando: todo ser humano é ( não corrupto, mas) passível de corrupção.

A corrupção está presente no dia-a-dia da vida do ser humano. Em pagamento de contas, acertos, na rua, em casa, na escola, no trânsito… Qualquer ato a margem da lei efetivado por duas ou mais partes que resulte numa saída “mais fácil” é corrupção. Mas porque então esse grito de guerra a corrupção política? Simples, pimenta no olho dos outros é refresco, pimenta dos outros no seu olho é maldade.

E não estou aqui para defender nenhuma das partes, mas para mostrar a incoerência do lado que na realidade mais sofre. Nós míseros cidadãos que trabalhamos duro todo dia, pagamos nossas contas e impostos, corrompemos e somos corrompidos não estamos sabendo lutar contra a corrupção política, aquela que usa do nosso dinheiro para favorecimento próprio, compra de votos, compra de silêncio, acordo com empreiteiras, acordo com bancos, privatizações relâmpago entre outros casos… Nós estamos deixando, há décadas, isso tudo acontecer. Mas uma coisa está mudando.

Avalio que uma pessoa com idade de 14 a 16 anos, quando seu intelecto político está sendo formado, já consegue assimilar alguns problemas na sociedade e formar caráter de questionador político, é nessa época que, como dizia Aristóteles. deixamos aflorar nosso “ser político”. Nos últimos 14,15 anos percebemos um aumento de vezes que a palavra corrupção aparece nos jornais: Numa pesquisa realizada pela BBC, 64% dos entrevistados dizem que a corrupção aumentou nos últimos anos. E isso não é nem mentira nem verdade.

– Mas como assim? Vemos todos os dias os escândalos que rondam o Brasil! Mensalão, Petrolão… err…

Isso mesmo! (lembra-se que eu disse que uma culpada disso era a mídia?) A mídia vai te mostrar o que ela desejar que você saiba, o resto ela vai acobertar.

– Mas então, por essa analogia, existe ainda mais corrupção do que o mostrado!

Claro, e completo com algo que parece estar esquecido: percebe-se que os dois casos mais citados envolvem o governo de um partido apenas… porque será?

Esse é o momento que eu deixo de ser 100% apartidário e passo a dar minha opinião como defensor da esquerda, porém com ética o suficiente para não defender bandido e nem atacar inocente.

uma pesquisa realizada por mim concluiu que a maioria dos entrevistados conhecem apenas – ou vem a cabeça deles primeiro – os mais falados na mídia, em consequência os mais atuais, em consequência os ligados ao atual governo federal.

não se distancia muito da realidade nacional

não se distancia muito da realidade nacional

Mas também podemos ver alguns menos citados na mídia ou esquecidos pelo povo, até mesmo alguns que se perguntar numa mesa de bar, não saberiam dizer do que se trata. E porque isso? Existem causas e deduções para muitos dos casos não se tornarem escândalos: acobertamento dos políticos, acordos com a mídia, propina (mais corrupção), atropelamento de notícias (surge uma notícia tão grave quanto no momento da investigação) entre outros.

os maiores casos de corrupção no brasil (desatualizado, falta o caso Petrobrás)

os maiores casos de corrupção no brasil (desatualizado, falta o caso Petrobrás)

Qualquer um que for pesquisar mais a fundo os escândalos de corrupção no país, verá que nenhum (repito, NENHUM) partido considerado de expressão está imune, nessa leva estão inclusos PT, DEM, PSDB, PSB e PMDB.

E, muitos dos casos citados na pesquisa, a corrupção não é exclusiva de um único partido, mas claro, ela tem algum partido como mandante da operação ou que foi passível no momento da articulação. Um combate sério a corrupção não deriva apenas de apontar possíveis nomes que estejam envolvidos e sim averiguar como o sistema foi corrompido e a ação aplicada. Essa é uma das razões que – por hora – cegam a maioria da população (posso estar errado) diante ao caso da Petrobrás onde a mídia lançou a denúncia de que Lula e a presidenta Dilma estavam envolvidos no esquema. Um fato esquecido é que o esquema foi articulado entre a diretoria da Petrobrás e as empreiteiras, o único erro real do governo federal – por hora – foi de indicar essa diretoria e de não prestar atenção no rombo absurdo que estava acontecendo aos cofres públicos. E não, isso não é uma tentativa de canonizar o governo federal, mas sim uma saída do senso comum.

O senso comum é que nem a mídia quando se trata de corrupção – talvez porque ele é o peão da mídia dentro do sistema para ludibriar o cidadão – pois na cabeça do povo alienado o que a grande mídia diz é, além de verdade absoluta, incontestável. (Exemplo: “como assim o Lula e a Dilma não estão presos ainda? A Veja disse que eles sabiam de tudo!”)  E esse mesmo senso comum muitas vezes atrapalha o entendimento de quem realmente quer entender o assunto, pois nada é preto no branco como dizem as más línguas.

Outro problema grave do senso comum é a cegueira intelectual de seus mandantes. desde o post sobre a Elite Branca brasileira, digo que o que há de pior no combate à desinformação é outro desinformado, ou melhor, mau informado. Da lista dos líderes da Elite Branca, citei alguns que também fazem parte da lista do senso comum, dessa vez a lista vêm com alguns acréscimos, pois não é só da Elite Branca que eu vou falar agora e sim do povo como um todo:

OS LÍDERES DO SENSO COMUM BRASILEIRO possuem (ou não) posições políticas definidas, mas por hora mancham ou não ajudam em nada sua ideologia no combate a corrupção e outros problemas, pelo simples fato de apenas jogar a notícia sem dar explicação, conclusão ou argumento satisfatório e por consequência, apoiados por inúmeros seguidores, fazem a cabeça de uma boa galera. Falarei de um grupo mais seleto e bem peneirado para não me estender. Esse grupo dos “formadores de senso comum” é composto principalmente por: João Revolta, Cauê Moura, Felipe Neto, Lobão, Danilo Gentili, Kim P.K., PC Siqueira, Nando Moura e Fernando Francischini.

Quem assiste, lê e ouve os comentários dos supracitados sabe muito bem que eles não tem nada a acrescentar do que uma Veja e uma Carta Capital já não fazem melhor. E só estou usando essa dicotomia para você perceber que não interessa o partido, o senso comum sobre corrupção é o mesmo.

Mas como sair do senso comum então? Especificamente não sei dizer, pois estou em processo, mas o primeiro passo é questionar, não só como agem no esquema de corrupção, mas também o porque da reação alienada do povo. Criticar com coerência também faz parte dessa etapa, além de ler a respeito e tirar suas conclusões, pois nessa fase, as conclusões não são certas ou erradas. Claro que se você começar a avançar os estágios terá que se preocupar em achar plena ou maioria na coerência de suas críticas.

Dadas as ideias de senso comum e manipulação, a pessoa que entender isso poderá se tornar alguém muito mais crítico a respeito não só sobre a corrupção, mas também outros assuntos de extrema importância que estão atrelados indispensavelmente ao estudo da situação atual em comparação a antigamente.

Tendo esse intelecto formado ou em formação, é mais fácil seguir adiante com o texto…

Tanto o senso comum e a mídia são prejudiciais para o combate a corrupção que muitos mestres dessa arte já se deram conta disso. O Sistema é falho, mas não é burro e por isso sabe desviar de suas imperfeições para seguir roubando, ele é capaz de burlar meios que nunca pensaríamos apenas para conseguir o que quer. E isso não é teoria da conspiração não, mas não significa que seja verdade absoluta, é – até agora – a resposta mais plausível para mostrar as falhas nos sistemas de combate a corrupção.

E olha que esse combate vem se aprimorando também, claro. Novas diretorias criadas pelo governo federal em conjunto com o judiciário e a Polícia Federal estão investigando muito mais a fundo os casos de corrupção. Uma resposta maravilhosa do governo se não fosse um agravante: o governo federal está investigando, muitas vezes, seu próprio partido (PT) e o senso comum está absorvendo informação deturpada que a mídia está passando.

Uma vez no palanque, Dilma Rousseff, presidenta, disse que “não estão havendo mais casos de corrupção. A corrupção agora não está sendo varrida para debaixo do tapete”. Não vejo porque negar isso – no momento – sendo que é de fácil entendimento a qualquer um que queira ver na internet o ranking dos maiores escândalos de corrupção do país e confirmar que a maioria não foi julgado. (Não foi julgado pois?) Pois a nossa mídia é uma das articuladoras do Sistema e ao mesmo tempo uma das beneficiadas (veja o DARF da Globo). Não só a mídia controla os escândalos de corrupção como também joga para quem está mais afim…

Começa agora o que alguns chamarão de teoria da conspiração petista, mas são apenas os fatos com uma pseudo-conclusão.

… Como exemplo, citarei o último grande escândalo recorrente, o da Petrobrás, cujas barreiras ultrapassam território nacional e até os EUA estão investigando o caso. Liderado pelo superfaturamento de empreiteiras, o escândalo que está na boca do povo pode ser o golpe fatal da economia de capital de risco no Brasil. Não, a empresa não corre risco de falir, pois é gigante, mas corre um risco real e muito pior talvez: ser privatizada. Todos sabem que a Petrobrás é uma estatal de capital aberto, porém quem dá as cartadas é o governo federal, que nomeia os diretores da empresa. Governo esse, da recém reeleita Dilma (PT), numa que foi a talvez eleição mais apertada da história que se tem registro. O pessimismo ronda a economia brasileira e isso é muito grave, pois ele foi implantado por ninguém menos que a própria mídia brasileira com intuito de, na época das eleições, virar o povo contra o governo atual, mas esse pessimismo extrapolou e agora ninguém está conseguindo controlá-lo, lê-se todos os dias em jornais e revistas, nas colunas de cartas do leitor, um discurso pessimista (muitas vezes tolo) em relação ao desenvolvimento econômico brasileiro. Uma coisa que está clara que os economistas que fizeram os alertas não colocaram em sua conta era que em caso de derrota da oposição o país poderia sofrer muito… É o que está acontecendo. Os problemas na Petrobrás podem ser resolvidos entre diretoria e Polícia Federal, mas me parece que a oposição derrotada deseja a ruína moral da empresa, uma esperança de privatizá-la no futuro, talvez?

Ativos ou passivos nos casos de corrupções, todos devem responder na justiça, porém rotular os que não merecem causa um desapego popular pela política, ou pior, um grande apego aos corruptos silenciosos (hoje talvez chamado de oposição) que vêm com o discurso de salvadores da pátria “contra os corruPTos”… Esse tipo de pessoal é o mais perigoso, pois já se viu do que foram capazes em outrora, mas a justiça tardou em aplicar correta punição.

Na política ninguém é santo, por isso confiar em alguém que diz que acabará com a corrupção é assinar atestado de otário. Não se acaba com a corrupção, ela sempre vai existir, o que se pode fazer é puni-la com mais rapidez e assim não permitir que o Sistema se instale como mandante da ação no país. Ao contrário do discurso de alguns “intelectuais” (como se eu fosse algum, pois bem…), eu não acredito que na corrupção se dê para cortar o mau pela raiz, pois a raiz da corrupção é o desejo por acumulo de capital e aliados, a única maneira de “cortar o mau pela raiz” então seria acabar com o sistema capitalista…  mas espere! Quem mesmo são essas pessoas cuja boa parte do povo copia esse discurso?

não interessa o partido, estamos todos na luta contra a corrupção... contra TODAS as corrupções

não interessa o partido, estamos todos na luta contra a corrupção… contra TODAS as corrupções

FONTES:

> http://www.mundoeducacao.com/geografia/o-que-corrupcao.htm

> http://www.contracorrupcao.org/

> http://www.cartacapital.com.br/revista/831/a-petrobras-e-a-opiniao-publica-2033.html

> http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/12/101208_corrupcao_transparencia_rp.shtml

> http://www.cartacapital.com.br/revista/812/a-petrobras-alem-da-polemica-4806.html

> http://pt.wikipedia.org/wiki/Corrup%C3%A7%C3%A3o_pol%C3%ADtica

> http://veja.abril.com.br/infograficos/rede-escandalos/rede-escandalos.shtml

> http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-se-fala-tanto-da-tv-revolta-fenomeno-da-pregacao-de-odio-seletivo-na-internet/

OS PRÓXIMOS 4 ANOS POR UM JOVEM DE 18.

A festa da democracia ontem não se afastou muito de uma final de Copa Libertadores resolvida nas penalidades máximas, onde aos 47′ do segundo tempo o time adversário faz um gol para calar o estádio e leva o jogo para a prorrogação, nela, os dois times ditam um ritmo de jogo alucinante com chances para ambas as equipes passarem a frente, mas o que decide mesmo é o apito do arbitro e a disputa na linha penal. No final o time de vermelho, que sempre liderou o placar vence nas disputas alternadas e comemora uma vitória suada, como nunca antes vista na democracia brasileira.
Nesse clima de futebol é que eu darei algumas opiniões sobre o resultado da corrida presidencial de ontem, não me dei o trabalho de pesquisar muito para não me influenciar, falarei de coração aqui.
O principal ponto e mais interessante de se começar é parabenizando todos os petistas/ptralhas que lutaram contra uma minoria odiosa que queria badernar e causar mais segregação no país. Como já deu para perceber para quem foi meu voto, nem preciso dizer, mas que fique claro que meu voto foi pró partido e não anti-partido. Votar para mim é coisa séria e é por isso que eu acredito que quem usa o voto como protesto acaba fazendo mau a democracia, votar é escolher quem para você é o melhor, não o menos pior.
No discurso de reeleição, a vitoriosa presidenta comentou que uma das coisas mais importantes que temos que fazer agora é o diálogo e a união. Querendo você ou não, o Brasil foi dividido e isso não pode continuar, portanto a união que fará a força de um novo país. Penso eu que esse segundo mandato será bem diferente pelos aspectos de: Tivemos uma pequena revolução onde o povo foi as ruas pedir mudanças e agora elas deverão acontecer; Foi prometido nas campanhas de ambos os candidatos que os escândalos de corrupção vão cessar e os que estão aí, a mídia querendo ou não, serão julgados (e olha que são muitos!) e assim tirar aquele sentimento de incompetência da população; A situação econômica, que está no seu limite deverá voltar a se estabilizar e o PIB voltar a crescer e a moeda não se desvalorizar.
Pelos fatos supracitados, vê-se que nunca antes o povo terá que cobrar seus poderes, tanto o legislativo quanto o executivo. Falando em poderes, haverá uma batalha interessante se travando na câmara, foi eleito o congresso mais conservador desde a Ditadura Militar, houve um aumento significativo na bancada evangélica e a comissão de direitos humanos ainda não percebeu que elege presidentes que estão pouco se fudendo para direitos humanos de quem não é branco, rico e heterossexual… Esse embate irá existir, não se pode negar, mas que ele seja amistoso e todos entrem em consenso.
Bolei um pequeno bate-bola jogo-rápido comigo mesmo para me expressar em poucas palavras meus sentimentos sobre o país:
Amor ou ódio ao Brasil: amor;
Polarização ou união: união, mas a disputa deve existir;
Esquerda ou Direita: esquerda;
Resuma o governo atual em uma frase: Pisou na bola, mas não tanto assim;
Resuma o futuro governo: ganhou uma nova chance, hora de mostrar o que é PT;
Resuma o domingo 26/10/2014: a vitória da democracia;
Desejo até 2018: Que o Brasil, agora tem que ser não só um país sem pobreza, mas um país de riqueza não só material como intelectual, isso que está faltando para muita gente.

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E por último gostaria de dar meu total apoio ao combate a xenofobia dos irritadinhos – pelo menos lá eles tem água – :Dilma

OS PETISTAS, PSDBISTAS, OS #FORADILMA E OS #AÉCIONEVER

Faltando menos de uma semana para o segundo turno das eleições presidenciais o país – principalmente a internet – virou um campo de batalha 2×2. Do lado esquerdo estão os petistas, os pró Dilma, os que acreditam que o país pode melhorar sem alternância de poderes, do outro estão os psdbistas, os que acreditam que o Brasil pode melhorar, mas para isso necessita de alternância de poderes. Entre esses dois lados existem mais dois batalhões, como num jogo de xadrez, são eles os peões, úteis até que sejam sacrificados em prol da sobrevivência do rei, são eles os #aécionever e os #foradilma.
A base argumentativa desse pessoal sempre está pautada na agressão gratuita e nas comparações absurdas, exemplo: de tantos males que Aécio fez para os professores no estado de MG o povo prefere ficar falando que ele é drogado, ou, por tanto superfaturamento em transações escondidas pela petrobrás, cujo diretor foi nomeada pela presidenta, o caboclo prefere chamar ela de rainha louca e dentuça (vê se pode, cidadão!).
Tem muito pano por cima de muitas ações em ambos os partidos, mas o problema é que a mídia, infelizmente escolheu um lado, isso não podia acontecer, por mais que se diga imparcial, é mentira, a mídia tem um lado, todos temos um lado! Uma coisa que os #foradilma e os #aécionever precisavam entender é que os mais prejudicados são os seus candidatos, pois baixando o nível da discussão, automaticamente você assume não ter argumentos, era que nem na escolinha: bateu, perdeu a razão.
Quando eu costumava ir para a igreja escutar as pregações do pastor, sentia um ódio ao demônio em sua palavra, mais ódio até do que amor a Jesus Cristo – faça uma leve comparação e entenderá a relação com as eleições -.
Vivemos os últimos anos mais movimentados politicamente desde 89 e posso dizer, pelo que pesquisei que a vantagem do vencedor desse segundo turno presidencial será pequena, não porque os dois tem o mesmo nível, mas porque os debates fora da TV estão deixando uma grande maioria do povo eleitoreiro sem reação e provavelmente os mesmos votarão nulo. Fica a Dica: não convertam os decididos, ajudem a resolver a cabeça dos indecisos.
Se quiserem entender a razão do texto, assistam ao vídeo.

COMENTÁRIOS SOBRE A REVOLTA DOS GUARDA CHUVAS

Sufrágio universal sem condições e o fim do controle de Pequim sobre os candidatos para comandar o governo local. Isso é o que desejam milhões de chineses que há algum tempo vem se manifestando pró-democracia num dos maiores países do mundo.
A China hoje vive uma semi ditadura socialista, no qual o chefe de Estado, Leung Chun-ying se colocou contra o processo de democratização. Conhecida como a Revolução dos Guarda Chuvas, as revoltas chinesas vem ganhando espaço na mídia internacional, houve até um fato interessante nesse 1º de Outubro, com a celebração do aniversário da revolução socialista chinesa, milhares de pombos que seriam soltos foram revistados pela polícia com intuito de procurar algum explosivo inserido no animal por manifestantes extremistas. Até o momento as manifestações não geraram grandes revoltas e vêm sendo pacíficas, mas com muito apoio popular.
Em alguns dos protestos, a polícia reagiu com bombas de gás lacrimogêneo. Isso fez com que os manifestantes se protegessem com máscaras e com guardas-chuvas – que viraram um símbolo da resistência. Na última semana, dezenas de milhares de pessoas se concentraram em frente à sede do governo de Hong Kong para protestar contra o Partido Comunista (PC) da China, defender a democracia e o direito de escolher livremente seu governante em 2017, como estava acertado. O estopim foi a declaração de Pequim de que o cargo de governança da ilha seria disputado apenas por candidatos aprovados antecipadamente por um comitê representativo do PC, decisão que causou revolta aos moradores. Apesar da pressão popular, o governo chinês reiterou hoje (sexta-feira 3) que não fará concessões aos militantes, acrescentando que a causa está “condenada ao fracasso”.

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[…]Em Londres, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou estar profundamente preocupado com os protestos em Hong Kong e recordou que a China se comprometeu a preservar a democracia na ex-colônia britânica.
O Reino Unido devolveu Hong Kong em 1997, sob um acordo [que criou o princípio ‘um país, dois sistemas’] de que o regime comunista da China preservasse o sistema capitalista e o modo de vida da ex-colônia até, pelo menos, 2047.
“Quando alcançamos um acordo com a China, existiam detalhes no acordo sobre a importância de dar à população de Hong Kong um futuro democrático sob o amparo dos dois sistemas. Assim, efetivamente, estou profundamente preocupado com o que está acontecendo e espero que seja resolvido”, disse Cameron […]Portal G1